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A melhor consequência de receber os jogos Olimpícos é a oportunidade de uma cidade se reinventar. Quem visitou Barcelona depois de 92 sabe do que estou falando – todas as melhorias em infra-estrutura, incluindo a construção da bela Vila Olímpica, transformada em um centro de entretenimento após os jogos. A grande vantagem em receber jogos internacionais é que o tempo começa a jogar contra. Alguma coisa precisa começar a acontecer. E aí você se pergunta: Mas os problemas são tão grandes, tão enraizados na cultura da cidade, como, e principalmente, por onde começar?

Se eu fosse o Governo Federal, me inspiraria no Solar Decathlon, um projeto educacional patrocinado pelo Departamento de Energia Americano e que acontece a cada 2 anos na capital Washington DC. A última edição aconteceu há dois finais de semana, quando pude visitar alguns dos projetos. Basicamente, é uma competição entre universidades aberta para o mundo (Brasileiros, cadê vocês?). Após o envio de um projeto inicial, 20 universidades são escolhidas e recebem uma verba do governo para desenhar, construir e operar as mais atraentes e eficientes casas movidas à energia solar, que são capazes de produzir energia em excesso para suprir a rede. E isso a 500m da Casa Branca.
A sociedade ganha como um todo. Os estudantes podem colocar suas idéias em prática e trocar ideias com alunos de outras universidades sobre as soluções para um mesmo problema. As empresas patrocinadoras e universidades ganham exposição, o governo ganha momento, capacitação e patentes em campos de interesse e finalmente, o público ganha uma forma sensacional de entretenimento, podendo se inspirar nas últimas tecnologias e também votar nos projetos preferidos.

Projetos participantes, Capitólio ao fundo
Neste ano, os vencedores foram os alunos da Universidade Darmstadt, Alemanha, que se saíram melhor na somatória dos 10 quesitos avaliados. Se quiser saber mais sobre o evento, clique aqui, em inglês.

Público visitando um dos projetos
Mas o que gostaria mesmo de ver seriam nossas melhores Universidades nas areias de Copacabana, competindo para apresentar os melhores projetos de melhoria para a cidade. Imagine os cérebros da USP, UFSC, UFRJ e muitas outras excelentes instituições brasileiras talvez até competindo com universidades internacionais para encontrar soluções para a cidade. Pode parecer utopia, mas há tempo e muitos exemplos de sucesso mundo afora, o acima é apenas um deles. Basta vontade, organização e, principalmente, começar o mais rápido possível. Alguém se candidata?
Barcelona • educação • energia solar • EUA • inovação • Meio Ambiente • Olimpíadas • Publicidade • Rio 2016 • universidades
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