Florianópolis, não se inspire em São Paulo

By Edu, 16 de novembro de 2009

Este é um longo artigo sobre rodízio de veículos, dinâmica de sistemas e também opiniões próprias. Foi com muita surpresa que li a matéria do Diário Catarinense – Sistema de rodízio de carros pode ser implantado em Florianópolis | Trânsito. Não só acho uma má ideia, tenho argumentos suficientes para mostrar que implantar o rodízio de veículos como foi feito há alguns anos em São Paulo é uma medida que beneficia políticos a curto prazo mas se torna um tiro no pé da população a longo prazo. Se morasse na ilha, seria um dos primeiros a contestar a ideia. De acordo com o jornal:

Segundo o diretor de operações do Ipuf, Geovanni Antonio Reis, a medida é motivada pelo rápido aumento do número de veículos em Florianópolis. De acordo com ele, a frota atual é de 251 mil carros e, a cada mês, dois mil novos automóveis são emplacados na cidade.

E aí está o problema. A forma mais simplista de tentar solucionar um problema é atacar seu efeito ao invés de focar em suas causas. Nós, brasileiros, somos mestre nisso (me incluo nesta afirmação). É o mesmo que ficar tentando tapar os buracos da cidade ao invés de desenvolver tecnologias e legislações que previnam que buracos apareçam em primeiro lugar. Além disso, o tráfego é um sistema muito mais complexo do que apenas quantidade de carros. É formado de viagens, modos, e, principalmente, pessoas, que têm os mais variados motivos para ir do ponto A ao B.

Próxima Página


Facebook Comments