O fator “cool”

By Edu, 30 de março de 2010



Em qualquer negócio, você pode escolher seguir ou quebrar regras.

Opção 1: Você tem uma empresa aérea. Você segue à risca o status-quo estabelecido pela indústria. Ao entrar em sua aeronave, seus clientes veem as mesmas poltronas azuis ou cinzas de seu concorrente, sob as mesmas luzes (deprimentes) de um escritório. Seus atendentes seguem os mesmos procedimentos de 20 ou 30 anos atrás. Caem máscaras, afivele os cintos etc. Parabéns, você é mais um deles.


Opção 2: Você tem uma empresa aérea e entende seu usuário. Você pensa nos detalhes, nos touchpoints (oportunidades para tocar seus clientes) que parecem irrelevantes para sua indústria, para sua concorrência. Você entende que ninguém presta atenção à quadragésima instrução de segurança feita da mesma forma. Então você entende que um simpático desenho é muito mais eficaz, capta uma maior atenção de seu público, provoca sorrisos. Você opta por luzes totalmente fora do padrão, você quer que seus clientes encarem a viagem como uma “balada”, não como um escritório. Você não serve comida “chata”, você vende cocktails e lanches diferentes através de seu sistema de pedidos em cada tela individual. É claro que todos usam cartões de crédito, você sabe que é dessa maneira que seu público está acostumado a pagar.

Você escolheu ser a Virgin America, você escolheu ser “cool”:

Voo da Virgin America

Voo da Virgin America



E sim, estou falando metaforicamente. Inovar envolve quebrar regras, desafiar o status-quo. Se possível, não esqueça do fator “cool”.

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