Remarkable People

By Edu, 18 de janeiro de 2010

Nesta semana dedicarei o IdeiasdeFora.com ao novo livro de Seth Godin, Linchpin. Este é o primeiro de cinco textos:
Segunda-Feira: Remarkable People
Terça-Feira: Se tornando um Linchpin
Quarta-Feira: Vencendo a resistência
Quinta-Feira: O poder da cultura de presentear
Sexta-Feira: Linchpin: Só cabe a você ser um

Por que estou fazendo isso: Por uma simples razão, na minha opinião é o livro mais relevante e oportuno do autor desde o Purple Cow. Li Tribes, li Small is the new big, Li All Marketers are Liars, The Dip e por aí vai. Creio que esta seja a obra mais adequada para o momento atual da realidade americana, profissionalmente falando. Além disso, tenho autorização expressa do autor para fazê-lo.

Como isso funcionará: Tentarei agrupar os pontos que considero mais importantes, aliados aos insights da apresentação realizada na última sexta-feira em NY. Será dividido em 5 “capítulos”, de segunda a sexta. Peço desculpas a quem se acostumou aos exemplos práticos do Ideias de Fora, eles voltarão na semana que vem.

Edu, mas isso me interessa? Se você se preocupa com o futuro do mercado de trabalho, acredito que sim. Posso estar errado mas prefiro falhar pelo excesso. É uma oportunidade de experimentar em primeira mão alguns insights do livro que será lançado nos EUA no próximo dia 26 de Janeiro.

Se ler os posts não preciso ler o livro? De forma alguma. Nem é essa minha intenção. Se gostar da pequena amostra apresentada durante esta semana, não deixe de prestigiar o autor e seu trabalho, é o mínimo que se pode fazer.

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Parte I – Remarkable People

Seth escreveu no passado sobre produtos. Escreveu sobre tribos. Mas individualmente, quais são os desafios, quais as estratégias que profissionais de sucesso encontram? Você não é um produto, não tem atributos e benefícios bem definidos, não tem uma campanha de marketing. De acordo com o autor, a única forma de se obter sucesso em qualquer área é sendo notável (remarkable).*:

Está na hora de deixar de se submeter ao sistema e esboçar seu próprio mapa. Parar com o suficientemente bom e começar a criar arte, e que essa arte seja relevante. (p.3)

Pode parecer óbvio para nós, brasileiros, mas esta é uma mensagem direta a profissionais americanos, acostumados com o status-quo resultante de décadas de estabilidade econômica e agora tendo que lidar com uma nova realidade:

A única forma de conseguir o que você vale é se destacando, exercer trabalho emocinal, ser visto como indispensável, e produzir interações profundamente importantes para organizações e indivíduos. (p.27)

Como empresas faziam dinheiro (no passado)

O objetivo era empregar o máximo de empregados obedientes e competentes, pagando-se o mínimo possível. Maximize o lucro, esta é a regra. O grande problema na verdade são dois: de um lado alguém já conseguiu fazer isso melhor, seja produzindo em locais onde a mão-de -obra é mais barata, seja comprando mais máquinas, aumentando a produtividade. No outro extremo, consumidores não são leais a commodities baratas. Eles buscam o único, o notável, o humano.

Isto acaba te dando duas alternativas: você pode vencer sendo o mais ordinário, o mais estandartizado, o mais barato. Ou você pode vencer sendo rápido, sendo mais notável, mais humano, o que o autor batizou de “Linchpin”, remarkable people. O espaço entre estas alternativas está se tornando cada vez mais impossível, é o fim do meio-termo. Sou muito otimista em relação a estas mudanças.

Amanhã tem mais: Se tornando um Linchpin

*Ainda não estou convencido que a melhor tradução de remarkable seja notável.
**Tenho boas histórias para contar sobre estes pôsteres.

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