Trânsito, pichação, lixo e grades

By Edu, 5 de março de 2010

Neste último post da semana gostaria apenas de deixar registrado os pontos que mais chamaram a atenção de americanos visitando o Brasil pela primeira vez. Enfatizo que são os poucos pontos negativos da viagem mas representam grande parte do desconforto que observei eles passarem. Parece óbvio, mas são exemplos de áreas clamando por melhorias e inovações:


1. Trânsito

Sem dúvida nenhuma o mais absurdo. Rio de Janeiro e São Paulo encabeçam a lista. Fui xingado em São Paulo quando o real motivo eram os faróis, quebrados pela chuva, no amarelo. Farol amarelo é sinal de “acelere” no Brasil. Para informação: a lei diz o contrário. Pedestres não sabem o que fazer quando a preferência (que é deles) é dada, não acreditam que alguém vai esperar eles passarem. Motoristas impacientes não conseguem esperar um minuto sequer, a não ser que seja ao parar em fila dupla, “só um minutinho”. Vimos acidentes. Vimos inúmeros “quase-acidentes”. Vivemos no limite, sem necessidade. Ações como o Trânsito Mais Gentil são extremamente bem vindas, é uma das formas de promover a mudança da cultura. Não pensem que sou santo, precisei morar na Alemanha e nos EUA para descobrir que também fazia (e ainda faço) parte desta loucura. Mas mais importante, aprendi que existem formas de combatê-la. Garanto que sociedade ganha como um todo.

2. Pichação e grades

Para mim e para a maioria dos brasileiros é normal. Aprendemos a ignorar o fato de estarmos cercados por grades e pichações. Para americanos é sinônimo de área de risco, local inseguro. É também sinônimo de desvalorização imobiliária. Nunca tinha parado para pensar nesse aspecto, apenas a mudança de perspectiva poderia provocar a mudança. Quem quer investir nos bairros mais pichados da cidade? E se de repente o imóvel de todos passassem a valer mais, não justificaria o investimento em tinta?
Teremos dois grandes eventos internacionais em breve. Apenas “maquiar” as cidades pintando postes e guias não vai resolver.


3. Lixo

Sem comentários.

Para finalizar, algumas imagens do descaso que aprendemos a ignorar:

Oportunidades para melhorar não faltam, quem se candidata?

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